
Do Awareness Tradicional à Cyber Readiness: Como Desenvolver Instintos de Segurança nos Colaboradores
No webinar promovido com a CybeReady – “From Legacy Awareness to Cyber Readiness: How to Build Employee Instincts at Any Scale”- tivemos uma excelente conversa com Daniel Cep, LISO & IT Security Architect na SKODA AUTO A.S., e Noam Brosh, CISO na UVeye, sobre uma mudança que muitas equipas de segurança já estão a sentir:
Treinar utilizadores já não é suficiente.
A verdadeira questão é saber se os colaboradores estão realmente preparados no momento em que um ataque real surge, por exemplo, na sua caixa de email.
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Sumário Executivo
O que mudou no mundo real que tornou o modelo tradicional de awareness menos relevante?
O modelo tradicional foi concebido para um contexto mais lento. Cursos longos, conteúdos estáticos e formações anuais podiam, no passado, cumprir requisitos formais, mas deixam hoje de responder à realidade.
Atualmente, os colaboradores trabalham mais rapidamente, utilizam múltiplas ferramentas em simultâneo e enfrentam ataques cada vez mais direcionados e sofisticados. Como referiu Daniel Cep, a verdadeira aprendizagem acontece quando as pessoas conseguem associar a formação a experiências reais, e não apenas memorizar informação.
Porque é que “formação concluída” já não significa “preparação garantida”?
Noam Brosh destacou que as taxas de conclusão podem criar uma falsa sensação de segurança. Um colaborador pode concluir a formação, mas isso não garante que conseguirá parar, reconhecer um risco e agir corretamente sob pressão.
Os programas modernos devem focar-se no desenvolvimento de instintos, e não apenas na transmissão de conhecimento. Os atacantes não esperam pelo próximo ciclo anual de formação.
Como deve ser, na prática, um programa moderno de cyber readiness?
Um programa eficaz deve ser:
Deve refletir cenários reais de ataque, adaptar-se ao comportamento de cada colaborador e proporcionar momentos de aprendizagem curtos e relevantes no momento certo.
O objetivo não é acrescentar mais tarefas às equipas de segurança, mas sim implementar um sistema que evolui e melhora continuamente de forma automática.
Como garantir consistência na formação em grandes organizações sem sobrecarregar as equipas de segurança?
Segundo Daniel Cep, à escala de grandes organizações, a simplicidade não é apenas desejável — é essencial.
Com o nível certo de automação, modelo de serviço e reporting, é possível manter programas de formação eficazes em populações vastas e heterogéneas, sem transformar o awareness numa operação pesada e contínua.
Como manter a eficácia da formação sem interromper o trabalho dos colaboradores?
A resposta de Noam Brosh é clara: evitar formações longas e disruptivas.
Se queremos que os colaboradores valorizem a segurança, a formação deve integrar-se naturalmente no seu dia-a-dia. Conteúdos curtos, relevantes e de baixo impacto operacional são mais eficazes, pois respeitam o tempo das pessoas e ajudam a criar melhores hábitos.
O que devem os responsáveis de segurança deixar de aceitar nos programas tradicionais?
Os líderes de segurança devem deixar de aceitar:
A questão crítica é perceber se o programa está efetivamente a alterar comportamentos ao longo do tempo. Se não estiver a desenvolver resiliência, é provável que esteja apenas a cumprir um requisito formal.
Principal Conclusão
Awareness, por si só, já não é suficiente.
Os colaboradores não precisam de mais conteúdos para cumprir. Precisam sim de momentos de aprendizagem adequados, no momento certo, que lhes permitam desenvolver instintos reais de segurança.
Para as equipas de segurança, o futuro não passa por mais campanhas manuais, mas sim por uma abordagem de readiness automatizada, adaptativa e escalável.
Próximo Passo
Pronto para evoluir de awareness para readiness?
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